Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

O problema continua

Um dos problemas referenciados no blogue e conhecido de muitos fajãovelhenses, nomeadamente os que vivem na Raposeira, é a mais que provável queda de um muro de suporte no final da Rua da Raposeira do Lugarinho.
Para além do referido muro ter sido mal construído e apresentar sinais de queda iminente, recentemente assistimos, à queda de água no local que, prejudicar ainda mais o problema. Provavelmente o rego-de-água terá ido lá bater por descuido de algum agricultor.

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Promessa por cumprir

A recuperação dos túneis na ER 223 ainda não arrancou. Sem precisar a data da promessa em que, aquele que nos governa à mais de 30 anos fez às populações da Fajã da Ovelha e Paul do Mar, a recuperação daqueles túneis é sem dúvida mais uma de muitas promessas que estão por cumprir.

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Oposição volta a elogiar Manuel Baeta

Só faltou o presidente da Câmara Municipal da Calheta corar com tantos elogios de novo recebidos da oposição na Assembleia Municipal. Desta feita não foi só o CDS a congratular-se com o trabalho de Manuel Baeta. Também o PS reconheceu e até reforçou esse 'estado de graça' do autarca calhetense.
Pautada quase pelo 'unanimismo' de todos os quadrantes políticos, a última sessão que teve alguns momentos hilariantes, ficou também marcada pela entrega de um abaixo-assinado por causa da qualidade da água potável na freguesia do Jardim do Mar e pela 'despedida' do presidente da Junta de Freguesia dos Prazeres.
A reunião não podia ter começado melhor para o executivo camarário. A única deputada e já anunciada 'cabeça de lista' do PS local às autárquicas, Sofia Canha, teceu rasgados elogios ao executivo, pelas Festas do Concelho e congratulou-se com "a sensibilidade social" que a autarquia tem vindo a registar. Depois expôs preocupação face ao 'cloro' que trata a água de consumo doméstico na 'sua' freguesia, reforçada com a entrega de uma 'petição' a exigir maiores cuidados, solicitando ainda o empenho da Câmara para reabilitar o surf.
Entretanto o presidente dos Prazeres, que já anunciara que não se recandidatava, aproveitou esta penúltima sessão do mandato para falar em jeito de despedida, embora aproveitando para dar alguns conselhos de investimentos futuros.
Paulo Ferreira evitou explicitamente o elogio, mas não deixou de reconhecer o investimento que neste ano eleitoral a Câmara levou a cabo na freguesia da 'oposição', admitindo mesmo que "a população está contente com a obra realizada".
Também fez eco o programa 'P`la Madeira Dentro' realizado recentemente na Fajã da Ovelha. Um eleito desta freguesia pelo PSD, também responsável pela escola local, manifestou satisfação "com a atitude crítica" dos intervenientes, mas deixou um aviso aos governantes acerca do futuro pavilhão.
O CDS alertou para a preservação do património histórico edificado, sendo que a crítica mais contundente ao executivo, visou a rede viária da Fajã da Ovelha, que é "das mais deficientes" do Concelho.
Da intervenção de Manuel Baeta, sobressaiu a promessa de que "em breve" vai a concurso a construção do Centro de Dia da Fajã da Ovelha.

José Luís Gouveia (Fajã da Ovelha) - Recandidato

......
Maioria recandidata-se

Entretanto, a esmagadora maioria dos actuais presidentes da Junta da Calheta já foram convidados por Manuel Baeta para assumirem uma nova recandidatura. Neste particular, o DIÁRIO sabe que pelo menos cinco dos oito já manifestaram a vontade de continuar. Uma dúvida e uma indecisão, estão nas freguesias do Jardim e Estreito da Calheta.

Cumpriu-se a tradição nos Fontanários

Falta de inscrição para o “4º concurso de enfeite de fontanários” da Fajã da Ovelha leva à não atribuição de qualquer premio, pois o júri não visitou o local, segundo alguns populares da Raposeira. A organização, também, ainda não publicou no seu blogue os fontanários vencedores do concurso (até a hora em que publicamos a noticia) como sucedia em anos anteriores.

P.S. A imagem que apresentamos foi captada passados muitos dias após o enfeite do fontanário. Quem possuir uma imagem do fontanário logo após o enfeite agradeciamos que nos enviasse.

Aditamento de foto às 17:ooh

Todos os direitos reservados ao seu autor

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Por este mundo rural encontra-se...

Entre nós conhecida por "azedas" que por vezes era alimento para as galinhas.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Sinalização

A falta de placas de indicação de sítios e lugares, na freguesia da Fajã da Ovelha faz com que, apareçam populares a desenrascarem o problema. O caso hoje apresentado situa-se junto á estrada regional (ER) 222 na zona do Farrobo. Assim os automobilistas que circulem na ER 222: caso queiram ir ao centro da freguesia ou ao Paul do Mar têm ali uma alternativa ao percurso mais utilizado situado nas Faias.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Estrada sacrifica património

José Luis remete para o empreiteiro explicações sobre paradeiro das pedras
A construção da via expresso que liga a Fajã da Ovelha à Ponta do Pargo pôs fim à existência de dois antigos moinhos de água. A população quer a estrada mas lamenta o desrespeito pelo património histórico da Fajã da Ovelha.

A questão foi já aflorada no programa 'P'la Madeira Dentro', transmitido pela TSF/DIÁRIO. Mas o descontentamento de alguns populares da Fajã da Ovelha mantém-se. Os moinhos de água são das poucas relíquias do património de arqueologia industrial madeirense que têm de ser conservado, conforme decreto legislativo regional.

Onde estão as pedras?
Os dois exemplares da zona das Faias, que já se encontravam fragmentados, terão pura e simplesmente desaparecido com a construção da via expresso, investimento das 'Estradas da Madeira', a cargo do consórcio 'Avelino Farinha & Agrela' e 'Tecnovia'.

Todos desconhecem o destino que foi dado às pedras. No local, apenas ficou uma vasta área terraplanada para ser coberta de betão, pronta a unir caminhos, via túnel, a toda a velocidade.

Os populares que alertaram o DIÁRIO pedem também responsabilidades às entidades locais "que deveriam zelar pelo pouco património da freguesia, também votado ao abandono." O presidente da Junta de Freguesia da Fajã da Ovelha lamenta o desaparecimento dos resquícios dos moinhos de água mas remete as responsabilidades para o empreiteiro da obra. "Devia-se guardar as pedras, sem dúvida, mas o empreiteiro é que teve culpa", argumenta José Luís.

O presidente da Junta de Freguesia também considera que não se pode daqui inferir que não há respeito pela memória histórica rural. Além de sublinhar que "apenas existiam algumas pedras dos moinhos", também esclarece que "o património histórico da freguesia, composto basicamente pela antiga Fábrica de Manteiga, pela Capela de São Lourenço e pela Igreja de São João Baptista, continua na freguesia e precisam sim é de quem mostre interesse em recuperar estes edifícios, alguns deles muito degradados.

"Junto da população, o DIÁRIO foi informado de que a DRAC-Direcção Regional dos Assuntos Culturais fez o levantamento dos moinhos de pedra da Calheta, incluindo as Faias, não se compreendendo por isso que tudo tenha desaparecido. A técnica da DRAC, Diva Freitas, disse desconhecer o caso em concreto, uma vez que implicava uma consulta à base de dados da instituição, pelo que preferiu não prestar declarações sobre o assunto. Acrescentou que continua a ser feito o levantamento dos moinhos na Calheta e que, de uma forma geral, tem verificado "uma adulteração destas peças" arquitectónicas tradicionais, entretanto alvo de "lajes e de outros acrescentos por parte da população." Uma realidade "bem diferente de Santana, sublinha, onde ainda é possível encontrar os genuínos moinhos de água.

" Conciliar cultura com progresso
Entidades ligadas à defesa do património insular já não se admiram com a destruição de alguns exemplares da História regional e dizem mesmo tratar-se de "uma batalha perdida." Desde logo, a exemplo da própria população da Fajã da Ovelha que faz os alertas, também os técnicos de património escusam identificar-se sob pena de sofrerem "dissabores." Mas lamentam que "os nossos governantes não tenham uma consciência cultural, no sentido de procurar conciliar o desenvolvimento com a memória histórica colectiva." Quando não é possível manter os exemplares patrimoniais como os moinhos de água, por razões que se prendem com o traçado da estrada a construir, "então há que pensar em transplantá-los para as chamada áreas públicas de lazer e essa preocupação deveria pertencer às câmaras e juntas de freguesia.

"Moinhos destruídos são privados
Nas Faias, onde está a ser construída a rotunda da via expresso Fajã da Ovelha-Ponta do Pargo, desapareceram os dois moinhos de pedra mas por lá continua uma pequena área ajardinada, com chafariz, sobre uma pedra típica dos moinhos como é resgistada pela objectiva do fotógrafo. Sinal de que se trata de peças que guardam muitas histórias do concelho da Calheta.

O que ainda restava dos desaparecidos moinhos de água, segundo nos foi dito pelo presidente da Junta de Freguesia, José Luís, é propriedade de particulares, emigrados no estrangeiro.

Élvio Sousa, conhecido também pela defesa que tem feito do património cultural, desconhece o caso em concreto. Lembra, porém, que estas empreitadas exigem a realização prévia de um estudo de impacto ambiental, que tem sempre uma componente de preservação do património histórico e etnográfico. Para estes casos, em que o trajecto da estrada apanhou os moinhos, Élvio Sousa recomenda que as entidades competentes façam um levantamento prévio dos exemplares em questão para memória futura, desconhecendo se esse percurso foi ou não seguido na obra em curso na Fajã da Ovelha.
Fonte: Diário de Notícias

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Eu sou…

…Fajãovelhense, MADEIRENSE e Português. Um abraço a todos quantos estão além fronteiras, e que hoje recordam com mais intensidade a sua ilha com saudade.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Unesco intervém no teleférico do Rabaçal

Comité pede avaliação ao impacto para o património
O Comité de Património Mundial da UNESCO pediu uma avaliação "rápida" do possível impacto para o património do projecto de teleférico no Rabaçal, na Madeira.

A proposta de instalação do teleférico foi debatida na reunião do Comité de Património Mundial da UNESCO que está a decorrer na cidade espanhola de Sevilha, segundo confirmaram à Lusa fontes da entidade.
O comité apela a Portugal para que realize uma avaliação rápida do impacto do projecto e da "integridade do património", questões que deve ter em conta em cada uma das fases de implementação do projecto. Um relatório sobre essa avaliação terá que ser submetido ao Comité de Património Mundial da UNESCO até ao dia 1 de Fevereiro do próximo ano.
A posição do comité deverá ser aprovada, a par de outras recomendações sobre Sintra e sobre cerca de meia centena de outros casos europeus, durante a tarde e noite de hoje em Sevilha. A zona do Rabaçal possui uma reserva importante de Laurissilva, que em 1992 foi incorporada na rede de Reservas Biogenéticas do Conselho da Europa e constitui Zona de Protecção Especial - ZPE, no âmbito da Directiva Aves. A Laurissilva da Madeira ascendeu à qualidade de Património Mundial Natural da UNESCO em Dezembro de 1999.

Agricultores satisfeitos com reparação de caminho agrícola

Há vários anos que os agricultores da Raposeira do Serrado esperavam pelo arranjo de um caminho agrícola. Depois de tanto pedido à Junta e à Câmara feito pelos agricultores e, também, aqui referido podemos nos dar por satisfeitos, pois a pavimentação do caminho agrícola já é uma realidade.

Encontro regional de bloggers

V jantar de bloggers madeirenses está a ser organizado. Inscrições aqui.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Por este mundo rural encontra-se...


Domingo, 28 de Junho de 2009

Por estes dias o tempo está assim…

…com nevoeiro, alguma chuva mas, a temperatura é agradável.

Sábado, 27 de Junho de 2009

Ditos antigos

“Aquele pequeno é “tracis”!”

Tracis - traiçoeiro, vingativo

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Sessão de observação

Decorre o ano internacional da astronomia e a Fajã da Ovelha tem a oportunidade de ter uma sessão de observação, esta sexta-feira pelas 22:00h junto à EB1,2,3 PE Prof. Francisco Barreto, na Raposeira.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

D. António adia conversa sobre paróquias da Calheta

Bispo foi à Fajã da Ovelha mas ainda não abordou a questão com o padre Paulo Silva
A questão da acumulação de paróquias por parte do padre Paulo Silva ficou fora da primeira visita pastoral de D. António Carrilho à Fajã da Ovelha. O bispo do Funchal, que presidiu ontem à tarde às celebrações do padroeiro da freguesia, São João Baptista, optou por centrar a sua visita exclusivamente naquela festividade cristã.

No entanto, sabe-se que está agendado para breve um encontro entre o bispo do Funchal e o pároco, previsivelmente para abordar a referida questão.

Há muito tempo que o padre Paulo Silva vem expressando a sua insatisfação por ter de acumular a gestão de cinco paróquias do concelho da Calheta, com todo o cansaço que lhe está inerente. É que, para além da referida freguesia da Fajã da Ovelha, o pároco tem a seu cargo as paróquias do Paul do Mar, Raposeira, Ponta do Pargo e Amparo, esta última situada na freguesia ponta-parguense.

Apelo à fraternidade cristã
D. António Carrilho foi efusivamente saudado pela população na sua primeira visita à Fajã da Ovelha. Um momento marcante para o prelado, que fez questão de o relevar na cerimónia litúrgica a que presidiu. Na oportunidade, D. António Carrilho destacou a importância da proximidade dos representantes da Igreja junto dos fiéis, considerando que essa é uma forma de os cristãos se sentirem em comunhão.

Na homilia, por entre saudações aos testemunhos de fé dados pela população da Fajã da Ovelha e pelos seus emigrantes, o bispo do Funchal apelou aos fiéis no sentido de praticarem a fraternidade cristã. Um valor que, ressalvou o prelado, representa "bem mais do que a solidariedade humana".

Dirigindo-se aos fiéis que encheram a igreja paroquial, D. António Carrilho socorreu-se do exemplo deixado pelo padroeiro São João Baptista para destacar a importância da coerência na prática da fé cristã.

D. António Carrilho participou na procissão que se seguiu à liturgia, onde também estiveram presentes diversas entidades do concelho da Calheta.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Crise! O que é isso?

Quanto custou a noite de sábado aos cofres da autarquia? Como eu há muitos Calhetenses a fazer está pergunta.
O presidente da câmara, Manuel Baeta, confirma o que disse em relação à crise. Lembram-se de ele ter afirmado "A crise não chegou à Calheta ainda. Eu pelo menos não senti". No passado sábado a autarquia calhetense promoveu quatro eventos (marchas e fogo de artificio, Santamaria e discoteca,).
Festas! É disto que o povo gosta! Não é?

Véspera de S. João: Paróquia da Fajã da Ovelha

A paróquia da Fajã da Ovelha continua em festa, hoje celebra-se a véspera de S. João.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Santíssimo Sacramento: Paróquia da Fajã da Ovelha

Ontem (21 de Junho) a paróquia da Fajã da Ovelha celebrou a festa do Santíssimo Sacramento. Um dos pontos altos das festividades é a procissão e o tapete.

Sábado, 20 de Junho de 2009

Santíssimo Sacramento: Paróquia da Fajã da Ovelha

Tem inicio hoje as festas na paróquia da Fajã da Ovelha. S. João é o orago desta comunidade paroquial que para além da parte religiosa que envolve a localidadem, também, tem ao longo dos anos trazido à sua terra dezenas e dezenas de emigrantes que se encontram espalhados por esse mundo fora.
A animação está garantida e os festeiros como recompensa do investimento feito agradecem a sua visita.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Os tormentos do linho: Tampinhas recolhidas para a EB123/PE Prof. Francisco Barreto

“Não dês tampa. Dá tampinhas” foi uma das muitas campanhas em prol do ambiente que, o clube Eco-barreto da EB123/PE Francisco Barreto deu inicio neste ano lectivo.
Segundo os promotores “esta iniciativa tem por objectivo a recolha de tampinhas de plástico provenientes de garrafas de sumos, água, embalagens de iogurte e outras. Pretende-se com esta campanha sensibilizar para a necessidade de retirar estes resíduos da Natureza, dada a morosidade da sua degradação e elevado grau de contaminação. De igual modo, pretende-se aliar a solidariedade à vertente ambiental, já que as tampinhas recolhidas serão posteriormente entregues à Associação Tampa Amiga para reciclagem revertendo em material ortopédico (cadeiras de rodas e outro) para uma instituição a indicar”.

Ao longo do tempo temos assumido os valores da defesa do ambiente e dos recursos naturais com diversos textos aqui publicados. Os comportamentos no dia a dia têm pautado pela mesma lógica.

No período compreendido entre Outubro e Junho, “os tormentos do linho” tem recolhido diariamente tampinhas a pensar no projecto do clube Eco-barreto e resultado embora modesto foi de cerca de três garrafões. As tampas recolhidas foram colocadas no pátio da escola.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Disputa pela Junta da Fajã da Ovelha promete ser animada.

Junta guarda dinheiro para "usar nas eleições"
Ainda não é certa a data para as próximas autárquicas, mas na Fajã da Ovelha o debate eleitoral já está ao rubro.

Há dezasseis anos na liderança da Junta de Freguesia local, José Luís Sousa viu-se, ontem, confrontado com a acusação de fazer transitar dinheiro do orçamento de 2008 para "usar nas eleições" que se avizinham.

"Estou na Assembleia de Freguesia há oito anos e nunca vi transitar uma quantia tão grande... são cerca de 30 mil euros", declara Gabriel Neto, líder da bancada do CDS-PP na Assembleia de Freguesia da Fajã da Ovelha.
O 'popular' estranha que José Luís Sousa se queixe de falta de dinheiro e depois não use o total do orçamento. "Penso que vai usar essa verba para fazer obra antes das eleições, na tentativa de conseguir mais votos", acusa Gabriel Neto.

Em falta na freguesia da Fajã da Ovelha está a construção de caminhos municipais e de veredas. O porta-voz do PP diz que 'as sobras' do orçamento da Junta deviam ter sido usadas para melhorar a rede viária. "Esse é um trabalho que está atrasado 15 anos", critica o cozinheiro que acusa também o PSD de chumbar as propostas do CDS-PP na Assembleia de Freguesia e de executa-las 'a posteriori'.

Na resposta às acusações de Gabriel Neto, José Luís Sousa nega que o orçamento rectificativo esteja relacionado com as eleições. "Ficamos sempre com saldo positivo de um ano para o outro, não tem nada a ver com eleições", afirma o autarca que não quis adiantar o valor em causa, por "não ter bem presente" a verba.

O social-democrata desvaloriza as acusações de Gabriel Neto e diz que "as obras estão a ser feitas aos poucos". Este ano, acrescenta José Luís Sousa, o dinheiro vai ser aplicado em veredas e caminhos agrícolas.

Fossa séptica em vias de resolução na Escola da Fajã da Ovelha

Os derrames provenientes da fossa séptica da Escola Básica da Fajã da Ovelha devem ficar sanados antes do arranque do próximo ano lectivo. A expectativa é do presidente do Conselho Executivo, Delfim Lourenço, que à TSF manifestou a convicção que a Secretaria do Equipamento Social aproveitará o defeso escolar para 'remendar' os problemas que de quando em vez ocorrem. Como não existe rede de saneamento básico da freguesia, a construção de um novo, mas 'funcional' sumidor em local mais afastado do estabelecimento de ensino é a solução preconizada O responsável escolar minimizou contudo o impacto desta anomalia, alegando que se tratam de águas residuais já filtradas e não propriamente despejos de esgoto.

Fajã da Ovelha sem desportistas dividido em relação a um pavilhão

O mote para a construção de um pavilhão tinha sido dado na edição de ontem do DIÁRIO, pelo presidente da Junta de Freguesia da Fajã da Ovelha. Posteriormente, no programa da TSF-Madeira, levantaram-se duas vozes contrárias: a de um residente, José de Abreu, e a de Gabriel Neto, rosto da oposição na freguesia.



Na Fajã da Ovelha os jovens que aderem ao desporto não são muitos. E os que querem praticar futebol, ténis de mesa ou outra modalidade, podem e têm optado por juntar-se aos clubes de outras freguesias do concelho. Foi o caso de José Abreu, serralheiro, que na sua juventude optou pelo futebol nas camadas jovens do Estrela (Calheta). Hoje em dia, o filho segue-lhe as pisadas.


No plano político, o presidente da Junta de Freguesia e o representante do PP divergiram na forma de rentabilização dos dois campos polivalentes existentes na freguesia. Mas ambos concordam que os clubes do concelho dão a assistência necessária aos jovens da Fajã da Ovelha.

Quatro dias de animação na Fajã da Ovelha

Será com uma novena solenizada pelo Orfeão do Paul do Mar, seguida da actuação do Grupo de Acordeões de São Vicente que, no próximo sábado, arrancará a Festa em Honra de São João Baptista na Fajã da Ovelha, revelou o presidente da Casa do Povo local, Horácio Ramos, ontem, durante o 'P'la Madeira Dentro'.

Convidando a uma visita à Fajã da Ovelha, explicou que o evento prossegue no domingo, a partir das 14h30, com os regentes do Sítio de S. Lourenço, S. João e Massapez, com missa solenizada pelo Orfeão do Paul do Mar, procissão da Festa do Senhor e tapete floral. Às 20h30, actuam o Grupo de Cordas da Casa do Povo da Fajã da Ovelha e Os Lordes. Dia 23, às 19 horas, haverá missa, actuação da Banda Fixe, concerto com o cabeça-de-cartaz Sidónio Silva e fogo-de-artifício. Dia 24, D. António Carrilho celebrará missa às 16 horas, seguindo-se procissão. Às 20h30, tocam o Grupo de Cordas da Fajã da Ovelha e finalmente o Grupo Amigos da Música.

"P`la Madeira dentro": Fajã da Ovelha

Para os que não poderam ouvir os protagonistas em directo na TSF no "P`la Madeira dentro" podem sempre ouvir aqui (no Espaço Áudio).

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

População da Fajã da Ovelha quer espaço desportivo totalmente coberto

"Um pavilhão coberto é o grande objectivo da população da Fajã da Ovelha", diz o presidente da Junta de Freguesia local, José Luís de Sousa. A infra-estrutura está nos planos mas, nesta altura, não é "o que se pretende".

Este projecto passa pela cobertura do campo de futebol existente ao lado da Escola Básica e Secundária da Raposeira, "mas isso está fora de questão", diz o autarca.

Em termos desportivos, a Fajã da Ovelha está ainda limitada ao grande evento apoiado pela Junta de Freguesia, concretamente, o Circuito da Fajã Ovelha, incluído no programa Madeira a Correr da Associação de Atletismo da RAM. "Temos essa prova e ainda um torneio de futebol entre as freguesias do concelho da Calheta, no qual estamos sempre representados por uma equipa", destaca José Luís de Sousa.

À parte disso, a escola da Raposeira serviu durante algum tempo a equipa feminina de ténis-de-mesa da ADC Ponta do Pargo, enquanto não dispunha ainda do Centro Cívico.

Escola é mais-valia
"A escola da Raposeira tem sido uma mais-valia", refere o presidente da Junta de Freguesia. "A escola tem cerca de 300 alunos mas, no que diz respeito ao ténis-de-mesa, não há muitos adeptos. Os alunos preferem outras modalidades".

De qualquer modo, José Luís de Sousa reforça: "O Governo Regional tem o projecto para a cobertura do campo que fica ao lado da escola, mas isso não convém. As pessoas aspiram por um pavilhão totalmente coberto, porque aqui, na Fajã da Ovelha, por vezes faz muito frio".

Voltando ao atletismo, José Luís de Sousa assegura que a Junta de Freguesia vai continuar com o apoio à prova, na qual também costuma ser um participante assíduo. "É verdade. Gosto muito de participar. Este ano conto correr novamente, mas preciso de continuar a treinar".

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

“P`la Madeira dentro” em directo da Fajã da Ovelha

Acompanhe o programa “P`la Madeira dentro”, amanhã (17 de Junho), em directo pela internet entre as 08:00 e as 12:00h na TSF.

Junta serve para tudo na Fajã da Ovelha

Numa terra com 1266 eleitores, qualquer contratempo pode ser relevante para o sentido de voto. Que o diga o presidente da Junta de Freguesia da Fajã da Ovelha.

"Quando abriu, a escola da Raposeira não empregou ninguém da Fajã... à custa disso, o CDS levou muitos votos nas autárquicas", recorda José Luís Sousa.

Este é o preço de se ser autarca numa terra pequena, onde as relações de vizinhança se confundem com o desempenho político e o eleitorado se revela bastante 'temperamental'.

Entre 2001 e 2005, o PSD caiu 8,7%. Subiu o PP que, nas últimas eleições autárquicas, arrecadou 42,5% dos votos na Fajã da Ovelha contra os 54,0% do partido de Jardim.

O 'puxão de orelhas' aos social-democratas parece estar esquecido e poucos aceitam, na pequena freguesia, uma alternativa ao actual autarca da maioria 'laranja'. Gorete Ferreira é uma excepção.

"Se mudasse o presidente da Junta era muito bom". Empregada de cozinha, Gorete Ferreira é da opinião que José Luís Sousa ocupa há demasiado tempo a 'cadeira do poder'.

Uma pessoa "mais dinâmica" a liderar o destino da sua freguesia é o que deseja a mulher de 54 anos. Mas, a alternância que, segundo Gorete, faz falta na junta não tem sentido quando o político se chama Alberto João Jardim.

"Quem eu gostava que viesse para aqui era o Alberto João", brinca a popular, queixando-se da fraca capacidade reivindicativa de José Luís Sousa. O actual presidente da junta de freguesia, acusa, "só faz coisas" na zona acima da Igreja.

"Vai tudo para o sítio da Achada de São Lourenço e para a zona Lombada dos Marinheiros", critica a empregada de cozinha.

Um presidente 'para toda a obra'
São críticas como as de Gorete Ferreira que, nos dias mais complicados, levam José Luís Sousa a questionar a sua carreira de autarca, embora o gosto pela política acabe sempre por 'falar mais alto'.

À frente da Junta da Fajã da Ovelha, vão já 4 mandatos. O orçamento é curto e as críticas são, por vezes, injustas, num meio pequeno e envelhecido, onde parte da população não tem noção das competências de uma junta de freguesia.

"Não me importo de ajudar, o meu telemóvel nunca está desligado, nem de dia, nem de noite", refere José Luís Sousa.

Complicado é, para o político, satisfazer todas as reivindicações da população residente. "Um dia até me ligaram por causa de uma avaria no telefone", recorda.

O social-democrata enaltece o apoio da Câmara e de algumas empresas cujos apoios permitiram construir alguns tanques de regar e colocar tubos para transporte de água, na Lombada dos Marinheiros.

Quanto à falta de investimento na zona litoral da Fajã da Ovelha, José Luís Sousa alega não haver disponibilidade financeira. "O problema ali são os arredores da igreja, mas essa uma obra de grande dimensão que não pode ser feita pela junta", explica.

Pode ler tudo aqui
Fonte: Diário de Notícias

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Associação Recreativa da Raposeira em risco

"A colectividade existe há nove anos e a sua existência tem sido deveras complicada", confessou Eurico Martins, responsável pela Associação Recreativa da Raposeira, na Fajã da Ovelha. "Na medida em que teve, realmente, durante os primeiros três ou quatro anos, muita produtividade porque havia elevada participação dos jovens. Mas também porque as entidades, perante o trabalho que apresentamos, começaram a apoiar-nos, digamos, de uma forma muito aplicada, que corresponderam às nossas expectativas. Só que, a partir de determinada altura, começou a haver um crescimento da emigração dos jovens - que até fiquei admirado! - para Inglaterra e outros países e, por via disso, o nosso trabalho ficou a 'meio gás'. E essa situação tem-se mantido até à actualidade", disse.

"Fala-se dos idosos, mas este é um problema que tem de ser encarado de frente, sobretudo, nas zonas rurais. E nós, como responsáveis das associações culturais, notamos que a situação se vai agravando. Porque é cada vez mais difícil juntar os jovens pela simples razão de que não existem meios de interesse para os fixarem e eles aos emigrarem fazem com que estas áreas rurais fiquem cada vez mais desertificadas", alertou.

Eurico Martins foi mais longe: "Há falta de oportunidades na freguesia, para além da ausência de estímulos para que os jovens se fixem. E isso faz com que saiem porque, se há partida lhes forem dado as condições mínimas, as pessoas não saem e contribuem para o desenvolvimento da freguesia (...) Mas a Associação Recreativa da Raposeira, apesar desse problema e da Câmara Municipal da Calheta nos ter voltado as costas, continuamos a trabalhar e a realizar actuações até mesmo para a própria autarquia. Penso que é uma situação que a breve trecho temos de resolver".

A terminar, deixou um alerta: "E está em risco a continuidade da Associação Recreativa da Raposeira, o que já se arrasta desde 2006, porque não temos tido apoios de ninguém. E o que acho disto é que há da parte das entidades públicas em acabar, pura e simplesmente, com a Cultura. Estou triste porque dei muitas horas da minha vida pela Associação Recreativa da Raposeira. Temos todas as condições físicas para prosseguirmos o nosso trabalho, mas sem estímulos não iremos muito longe. Até porque na Raposeira é impensável cobrarmos um cêntimo às pessoas porque não têm dinheiro. E posso adiantar que, desde 2006, quem paga a renda da sede sou eu".
Fonte: Diário de Notícias

Êxodo dos jovens penaliza Cultura na Fajã da Ovelha

Apesar da dinâmica variada, os grupos lamentam a saída dos mais novos da freguesia
Não obstante a diversificada actividade cultural desenvolvida pela Casa do Povo da Fajã da Ovelha e por outras instituições, uma coisa é certa: há cada vez menos jovens na freguesia e isso põe em risco a continuidade dos projectos culturais.

"Neste momento, o que sentimos é a saída dos jovens e de pessoas que, no meu ponto de vista, procuram emprego", começou por dizer Horácio Ramos, presidente da Casa do Povo da Fajã da Ovelha. Ainda assim, não baixa os braços e promove iniciativas regularmente: "Durante todo o ano desenvolvemos actividades para as crianças, jovens adultos e idosos. Em Janeiro avançámos com o 'Encontro de Cânticos da Festa' que junta muitas pessoas no salão paroquial da Raposeira, para além do concurso de presépios cuja entrega de prémios decorre também nesse mês".

Para além da participação no Carnaval e na Festa da Flor, a instituição está já a preparar as marchas populares da Fajã da Ovelha que depois irão participar nas Marchas Populares de São João na Ribeira Brava. Lembrou ainda que, este ano, já se realizaram a II Semana Cultural, o II Festival de Música Popular, concurso de karaoke, 'novos talentos', várias conferências, etc. "Promovemos também o ensino da música, onde temos cerca de 40 jovens que vêm de todo o concelho. (...) E onde dois monitores ensinam as práticas de instrumentos como acordeão, rajão e violino e há uma senhora que lecciona piano, violas e bandolim", acrescentou. "Convidamos muitos destes jovens a integrarem os grupos musicais, de actividades cénicas e de dança. Já tivemos um grupo nessa área, mas que está em fase de renovação devido à saída dos elementos. E apostamos nestas actividades numa parceria com a escola", completou.

Em época de crise, há que ser rigoroso, realça o responsável: "As coisas não estão fáceis. E nos tempos actuais é preciso ter criatividade e também contar com pessoas que fazem este trabalho, excepto os formadores, por carolice porque gostam disto. E, se fosse para pagar, não havia dinheiro. Temos tido alguns apoios dos comerciantes", concluiu Horácio Ramos.

'Embaixador centenário'
Liderado por Jaime Andrade, o Grupo de Cordas da Casa do Povo da Fajã da Ovelha "tem sido o grande embaixador da freguesia porque temos actuado nas mais diversas festas populares da Madeira", conforme salienta o responsável pela direcção encabeçada por Horácio Ramos. "E também já nos convidaram para programas televisivos. Para além de termos convites para nos deslocarmos, este ano, ao estrangeiro, mais concretamente à África do Sul e Venezuela, vamos procurar os apoios necessários para concretizar as deslocações, o que não será fácil".
"Tivemos um convite para actuarmos em França, numa cidade dos arredores de Paris, por ocasião do Dia de Portugal, em 2008. E nessa altura muitas foram as pessoas que nos pediram por um CD ['Retratos da Minha Terra'], que foi gravado quando regressámos à Madeira, após termos conseguido os respectivos apoios".
Curiosamente, esta formação com mais de cem anos já teve vários nomes: "E acontece que, a partir de 2006, juntámos pessoas que estavam em vários grupos e avançámos com o colectivo. Temos na formação pessoas de localidades vizinhas que quiseram abraçar este projecto e que dão o seu melhor".
O que dizem artistas
Fátima Inácio, integrante do Grupo de Cordas e também o Coral da Casa do Povo da Fajã da Ovelha: "Quando entrei para o grupo tinha os meus trinta e tais anos. Agora passaram-se 20. E penso continuar nos dois grupos porque a música dá vida e alegria. Mas acho que as pessoas mais novas deviam apoiar e fazer parte porque a música dá vida".
Paulo Ladeira, artista plástico e investigador da Fajã da Ovelha: "Na freguesia não há galerias. E se uma pessoa quiser expor tem de ir ao Centro das Artes - Casa das Mudas ou para o Funchal. Mas a freguesia é um meio pequeno e não sei se justificaria uma galeria (...) A Fábrica da Manteiga, que está praticamente abandonada, poderia servir de espaço museológico e ser um atractivo. (...) Irei lançar em Julho ou Agosto um trabalho de investigação, integrado nos Estudos do Atlântico, com o título 'Talha e a Pintura Rócócó na Madeira'".

Festa do Santíssimo Sacramento: Paróquia da Raposeira

Eis as imagens (cedidas por um amigo) da bonita festa do Santíssimo Sacramento na paróquia da Raposeira que fazem com que, centenas de forasteiros venham apreciar o lindo tapete construído pela população local. De salientar que as flores são dos jardins de cada paroquiano.

O interior da igreja


A construção do tapete


Imagens do tapete































































A procissão

Domingo, 14 de Junho de 2009

Festa anima paróquia

Hoje a paróquia da Raposeira, celebrará a solenidade do Santíssimo Sacramento, ou Domingo do Senhor, às 16h30 seguida de procissão ao longo da estrada regional. Cada sítio desta paróquia procede à elaboração do tapete de flores que será percorrido pelos fiéis.

P'la Madeira dentro

"Pouca gente" na Fajã da Ovelha
Apesar de procurada por turistas e locais, a Fajã de Ovelha é uma freguesia envelhecida, onde os jovens partem para fugir à agricultura.


"Aqui já não tem nada de bom, só velhos entrevados". José Gomes vive há mais de 40 anos na Fajã da Ovelha. A saída dos jovens da freguesia para outras paragens, por falta de trabalho ou para fugirem à agricultura, é a resposta que consegue encontrar para justificar a população envelhecida da qual faz parte. Contudo, de resto, nada tem a apontar. É um sítio calmo, sereno, seguro, mas que só ganha vida, durante a semana, com a visita de muitos turistas e, aos sábados e domingos, com os visitantes de fora que, por norma, vêm do Funchal para as casas que construíram para os dias de descanso.

A maior parte das casas que estão fechadas ou pertencem a emigrantes, ou a pessoas que adquiriram os terrenos e construíram habitações de raiz para os fins-de-semana. "Há muita gente emigrada, alguns estão lá, querem vir e não podem, outros têm o seu negócio, mas são pobres", refere, garantindo que, no Verão, a freguesia transforma-se com o regresso provisório dos filhos da terra.

"Aqui só falta gente que trabalhe, porque ninguém quer trabalhar", aponta, referindo-se à agricultura. "Isto vai rebentar para algum lado porque ninguém vive sem trabalho", alerta, recordando, por momentos, os tempos de juventude, altura em que passou por muito e aos quais apelida de "má vida".

À espera do autocarro que o leva com regularidade ao Centro de Saúde da freguesia, Aníbal Fernandes garante que a Fajã de Ovelha é "uma freguesia muito bonita", embora os jovens saiam rumo a Inglaterra, França, ou até mesmo à Venezuela e África do Sul. "Estamos a diminuir", graceja, alertando que "não há rapazes". Aníbal também garante que há já muita gente do Funchal a descobrir o que a Fajã da Ovelha tem de melhor. "É uma terra muito boa, há muita gente do Funchal a fazer já as suas casas aqui para passar os fins-de-semana", aponta.

Embora também tenha estado emigrado na Venezuela, levou pouco tempo a perceber que queria voltar para a terra natal e passar "o resto da vida" por lá, uma terra calma e que é constantemente alvo da curiosidade dos turistas. "Muitos perguntam-me onde vai ter a Levada Nova, mas eu não sei falar inglês, por isso digo 'arriba'", graceja Aníbal Fernandes, que nunca perdeu o sotaque venezuelano.

Bomba de gasolina faz falta
À porta do Centro de Saúde local, Alfredo Rijo aguarda que a esposa saia de uma consulta. Em relação ao funcionamento desta unidade, não tem razões de queixa, até porque estava para ser consultado, mas à tarde, e conseguiram atendê-lo logo de manhã. Dos serviços que lá opera não tem nada a apontar e apenas lamenta que não seja dado o justo valor às potencialidades da terra.

"A Fajã da Ovelha tem muita coisa boa, mas o que está melhor não se aproveita", frisa, referindo-se às "terras perdidas" que ninguém quer cultivar. "Na agricultura não se ganha muito, é uma coisinha para comer, para remediar", continua, apontando que "só os velhotes é que trabalham". "Os mais novos querem emprego, mas com a fazenda não se importam", afirma. Apesar de tudo, Alfredo, como tantos outros, contenta-se com o que existe na fragmentada Fajã de Ovelha. "O que mais falta aqui é uma bomba de gasolina", sublinha. Para abastecer o carro é preciso ir até à Calheta.

Insegurança também ainda não tem expressão significativa, para regozijo de todos. "Na parte de baixo, ainda vai a polícia, de vez em quando acontecem alguns assaltos, mas não muitos", reforça, sorrindo.

Sentada numa paragem de autocarro para passar mais uma tarde na Casa do Povo da Fajã da Ovelha, Maria Silva considera que novas infra-estruturas até poderiam ser bem acolhidas, mas que o problema reside na pouca população da freguesia. Por exemplo, um supermercado seria uma boa aposta. Porém, o investimento cai por terra por causa do número de habitantes. "Fazer falta, faz, mas, para dizer a verdade, não há população que possa sustentar um supermercado", sublinha.

Para Maria, que vive há quase 70 anos naquela freguesia, o que está em falta "é um centro de dia a sério". "Dizem que vão fazer um lá para cima, não sei se é verdade, mas gostava que fosse cá em baixo porque onde está é muito frio", desabafa.


Outras das questões apontadas pelos residentes da Fajã da Ovelha diz respeito à dispersão dos diferentes serviços na freguesia. De um lado fica a Casa do Povo, de outro o Centro de Saúde e a Junta de Freguesia. Só mais em baixo encontra-se a igreja que muitos consideram estar votada ao abandono.

Segurança tem diminuído
"Isto é um cantinho do céu". Maria Silva descreve desta forma a tranquilidade que se respira na Fajã da Ovelha. Contudo, embora ainda sem grandes exageros, para bem da população, confessa que lá se vão verificando algumas "brincadeirinhas" pela freguesia. "Há alguns a fazerem brincadeirinhas, a roubar umas galinhas", afirma, desejando que "o diabo seja surdo" para que situações piores não aconteçam.

Maria Moniz, de 71 anos, sempre viveu na Fajã da Ovelha. Frequentadora assídua das actividades da Casa do Povo local, "uma distracção", como descreve, garante que a freguesia já foi mais segura do que agora. "Para dizer a verdade, era segura, uma freguesia muito boa, mas agora sempre gostam de fazer alguma partida, de roubar alguma coisa", conta. O que ajuda a passar o tempo livre são as actividades da Casa do Povo. "Uma pessoa distrai-se", frisa, garantindo que se não fosse isso estavam "desprezados em casa".
Fonte: Diário de Notícias

Padre aponta alguns dos males da nossa sociedade

Durante a homilia de ontem, da festa de S. António, na paróquia da Raposeira o padre que “deu” o sermão falou até de futebol. O tema Cristiano Ronaldo serviu de mote para fazer ver aos fiéis presentes que os homens de hoje apenas, serão falados daqui a 500 anos pelos factos pouco significativos que fazem no seu dia-a-dia. Pelo contrário frisou a vida de S. António.
A classe politica também não foi esquecida tendo sido condenado a “roubalheira nos meios políticos” disse o padre.

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Véspera de S. António

Oficialmente começa hoje os festejos do padroeiro da paróquia da Raposeira. Amanhã por sei de S. António, hoje, tem lugar nesta paróquia a missa da vespertina às 20:00h.
Logo após a eucaristia haverá animação no adro da igreja. E para matar a fome pode ir à “barraca” da igreja comer uma espetada, entre outras coisas.

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Arraial de S. António

Começa já amanhã os festejos do padroeiro, S. António, na paróquia da Raposeira. São quatro dias de festa repletos de muita animação, comes e bebes, e claro a parte religiosa também estará presente.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Falta de respeito pelos espaços públicos

Não deitar o lixo no chão é uma questão de respeito. È respeitar o ambiente, é respeitar as pessoas! A Fajã da Ovelha possui um espaço público, (um churrasco) localizado na “Ponta”, na Fajã da Pedra que, durante o ano é utilizado pela população local e por muitas famílias de fora da freguesia. Só que, e infelizmente, há quem não conheça as regras de utilização de um espaço público, pois ao chegar ao local encontra-se lixo no chão e equipamentos degradados.
O local possui um contentor do lixo e mesmo que não estivesse não custa nada no fim recolher o lixo e colocar no local devido deixando sempre o local aprazível a quem lá quer passar momentos de convívio com a família e amigos.

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Resultados das Europeias 2009

Apresenta-se os resultados obtidos pelas forças que se apresentaram neste acto eleitoral na freguesia da Fajã da Ovelha.
Em resumo: PSD obtém 68,44% e CDS/PP, 17,70% dos votantes, enquanto o PS tem 4,05%, a CDU atinge os 2,77% e o B.E fica-se por 1,49%. Os restantes partidos e movimentes ficam-se abaixo de 1% cada. Fonte: DGAI

Por este mundo rural encontra-se…


Sábado, 6 de Junho de 2009

Ditos antigos

Nos dias de hoje confiar um segredo a alguém é sempre tarefa difícil. O medo que essa pessoa o possa transmitir a outra pessoa faz com que nós pensemos duas vezes.
Isto vem a propósito de estes dias ter ouvido alguém a chamar “escoalheiro”.

Escoalheiro - pessoa que não guarda um segredo.

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

O trigo: Em 2008 foi uma das apostas d“os tormentos do linho”

Durante o ano passado apresentamos o cultivo do trigo aqui no blogue e foi uma aposta ganha. A revitalização do cultivo deste cereal é e foi uma das intenções, bem como dar a importância devida a uma produção que outrora era importante para as famílias da Fajã da Ovelha.
Mas, nem tudo está feito! Ainda nos falta apresentar duas partes também muito importantes: o amassar e o cozer.
Foi agradável saber que instituições públicas pegaram, também, no cultivo do trigo para tema de conversa. E certamente não vai ficar por aqui, pois este é um tema que ainda se poderá explorar mais.

Fajã da Ovelha prepara a sua marcha de S. João

Toda a informação aqui

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Festas populares aí à porta

É verdade! As festas populares estão aí à porta e na Fajã da Ovelha festejam-se dois santos populares. O S. António é o padroeiro da paróquia da Raposeira e na igreja mãe, celebra-se o S. João.
Pedíamos à organização das festas de S. António e de S. João que nos enviassem o programa para se possa divulgar aqui no blogue.

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Fajã da Ovelha está a morrer! Quem te acode?

Não é de agora. Há muitos anos que vemos a Fajã da Ovelha a definhar, a perder o seu dinamismo, população… as gentes são cada vez menos, os idosos predominam e, o mais preocupante, é que nos últimos anos estamos a perder o nosso património.
Outro facto preocupante, tem a ver com o pessimismo que se instalou na nossa população. Muitos afirmam que, não há nada a fazer.
Os monumentos vivos da nossa cultura e de afirmação do nosso passado desaparecem com o passar do tempo e com a ajuda do homem.

Moinho de água das Faias, na Fajã da Ovelha desaparece
Em Fevereiro de 2008, aqui no blogue apresentamos uma notícia da visita de um partido político a esta freguesia que, denunciava e pedia uma intervenção/conservação do património da freguesia.
Nada foi feito para recuperar aqueles importantes moinhos de água que existiam nas Faias.
Várias vezes passei no local para ver o ponto de situação das obras da via-expresso, e ver se algo de mal faziam aquele património ali existente.
Mas da última vez que por lá passei, já tinham deitado entulho e passado o cilindro para “acalcar”, o que no futuro será a saída para a estrada regional. Confesso que, salvo perder um familiar ou amigo, a tristeza foi grande. É por isso que vos digo que a Fajã da Ovelha está a morrer.

E as pedras do moinho(mós)?
Precisamos de confirmação mas, tudo indica que ali existiam três pedras e certamente já lá não se encontram. Tudo indica que foram levadas.
Lamentavelmente tudo isto é feito e não há ninguém que deite a mão a isto.

Uma realidade crua e dura
Tínhamos para breve lançar no blogue um desafio aos nossos leitores e tinha a ver com este moinho de água. Nas Faias está a ser construída uma rotunda e queríamos saber o que poderia ser feito no centro da rotunda mas, que tivesse a ver com a nossa freguesia. “Os tormentos do linho” equacionava a hipótese de colocar as pedras do moinho como uma espécie de escultura. Isto porque sabíamos que era difícil recuperar o moinho de água.
P.S. Já sei! Do desaparecimento das pedras a culpa é minha e eu sou o mau da fita por estar a denunciar e, também, sou um “bota a baixo”.

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Estradas da Madeira SA pinta “mainéis” na Fajã da Ovelha

Na Estrada Regional 222, na Fajã da Ovelha ainda é possível observar os “mainéis” que tanta beleza dão às estradas da nossa ilha.

Na semana passada e certamente durante esta os funcionários da Estradas da Madeira SA estão a proceder à pintura dos “mainéis”.

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Dia da criança: o dia também é nosso

Hoje, assinala-se o dia da criança, e nós “os tormentos do linho”, também somos uma criança, pois temos pouco mais de um ano e meio.

Deseja-se a todas as crianças, um dia feliz!

Triste figura dos Srs. de camisinha da cidade

De facto, ontem, e sabíamos de “ante mão” que por carta o pessoal do PSD tinha que estar em peso à saída da missa na Raposeira. O espectáculo começou quando a comitiva de senhores de camisinha e altas “bombas” chegavam à porta da igreja. Decorria o sermão (pelo Sr. Pe. Ângelo) e o número aumentava consideravelmente. Aparecia o candidato às europeias (de última hora) e atrás de si os “lambe botas”, referia o Sr. Agostinho (Nome fictício).

As ordens estavam dadas - era preciso fazer barreira para que os fiéis ficassem e fizessem volume para que o Sr. Nuno Teixeira distribuísse o manifesto e falasse à comunicação social.
Como se refere no título, nesta acção de campanha para as europeias, de 07 de Junho, a salientar a figura triste desses senhores de camisinha que vieram do Funchal pensando que estavam a falar com gente ignorante ou que se leva pelas vossas palavras mansas ou armados em chico espertos.

A nossa simplicidade, a nossa maneira de bem receber não pode ser usada por esta gente como forma de superioridade com afirmações diárias: são do campo!
No entanto, e com tanto PSD no adro, lá apareceu o dirigente local do CDS, Gabriel Neto a distribuir o manifesto do candidato, Lopes da Fonseca. O CDS/PP apareceu numa visita relâmpago à Raposeira ao contrário do que acontecia em anos anteriores que marcava posição nesta freguesia. Já o partido socialista ninguém o viu por estás bandas.Entretanto não foi possível apurar a actividade de campanha à saída da missa em S. João, Fajã da Ovelha.

Sábado, 30 de Maio de 2009

Por este mundo rural encontra-se…


O Pico dos Bodes, na Raposeira do Lugarinnho, é um dos locais mais fotografados da Fajã da Ovelha. Pois está à vista de uma unidade hoteleira situada nos Prazeres. São turistas e Madeirenses que aproveitam o belo cenário para tirar umas fotografias para levar de recordação.

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Tanto secretismo na visita de Sidónio Silva à Fajã da Ovelha

Na passada quarta-feira Sidónio Silva, esteve na Fajã da Ovelha a recolher imagens da Freguesia para “dar na televisão da Venezuela” segundo nos informaram.
O cantor, Sidónio Silva, natural do Loreto a residir na Venezuela há muitos anos, recolheu imagens da igreja da Raposeira, capela de S. Lourenço, do grupo de cordas (que terá efectuado uma actuação de propósito), bem como de um moinho na Raposeira.Apesar de nós e muitos fajã-ovelheses acharmos uma boa iniciativa por parte da Casa do Povo não deixa de ser lamentável: a Casa do Povo não ter envolvido a população nesta iniciativa.

1ª Mão da Final do Play-Off: ADC Ponta do Pargo/CTM Mirandela

A 1ª Mão desta Final irá ter lugar no próximo Sábado, dia de 30 de Maio, pelas 15.00 horas, no Ginásio do Centro Cívico da Ponta do Pargo.

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Fajã-ovelhenses de referência

Se há noticia que nós gostamos de publicar, elas têm a ver com personalidades da nossa freguesia que se têm destacado ao longo do tempo. É com muito agrado que destaco o trabalho destas duas amigas fajã-ovelhenses.
Imagem: RH

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Limpeza e desmatação

Ainda não tínhamos mencionado aqui no blogue, e seria cruel da nossa parte não referir, que durante os meses de Março e Abril a Junta de Freguesia com o apoio da câmara procedeu à limpeza das bermas e levadas dos caminhos municipais bem como de algumas veredas.

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Um convite do "Cantinho da Madeira"

"Olá amigos,
O Cantinho da Madeira (www.cantinhodamadeira.net) acaba de criar o "Clube de Amigos". Uma iniciativa que tem por objectivo aproximar os nossos leitores e ouvintes a este projecto. Ao pertencer ao nosso "Clube" passa a receber periodicamente informações sobre as novidades do nosso portal. A inscrição é bastante simples: basta enviar-nos um e-mail com o primeiro e último nome, naturalidade e país onde se encontra. Depois pode conferir a sua adesão em www.cantinhodamadeira.net/clube.html
Agradeço desde já a vossa participação, "

Os nossos emigrantes devem aproveitar esta iniciativa do "Cantinho da Madeira".

Por este mundo rural encontra-se...

Esta é uma planta que encontrei na zona da Fonte do Bispo. O seu nome desconheço.

ADENDA (26/05/09 às 23:22)
Esta é uma espécie endémica da Madeira, Açores e Canárias. a sua flor é de um amarelo-dourado forte, brilhante, muito vivo. Sendo que está planta tem como designação Ranunculus cortusifolius

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Resíduos de construção na estrada

Certamente muitos dos nossos leitores já presenciaram a despejos ilegais de entulho nas margens de estradas e caminhos agrícolas ou florestais. Todos sabemos que fruto de uma construção ou demolição de uma obra são produzidos resíduos vulgarmente conhecidos por entulho. No entanto, é sabido que quem produz entulho é responsável pela sua remoção da estrada o que por vezes não acontece. O caso que hoje apresentamos passa-se no sítio da Maloeira, na rua da Achada e segundo algumas pessoas o entulho já se encontra na estrada à muitos meses.

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

As furnas

Na freguesia da Fajã da Ovelha é possível encontrar muitas furnas, todas elas, criadas para apoio à agricultura. Em tempos, dada a dificuldade o povo procurou arranjar formas de minimizar os tormentos inerentes às práticas agrícolas. Hoje conhece-se poucas ou nenhuma furna com actividade ligada à agricultura.

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Obras na Estrada Regional 222

A passagem diária de veículos pesados para a obra de construção da via-expresso, não só está a deixar marcas de destruição na estrada como, também, está a por algumas muralhas de protecção em risco de queda. Foi o que aconteceu na Raposeira do Serrado e na Lombada dos Marinheiros. No entanto, no primeiro caso já decorrem trabalhos de consolidação da estrada.

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Por este mundo rural encontra-se…